A Princesa e as Ervilhas - Hora do Conto com Culinária


Essa história já contei diversas vezes e cada uma delas de um jeito diferente.
Hoje escolhi as imagem de uma contação que preparei em parceria com a professora Alana Nunes, uma amiga querida que fiz pra vida toda, daquelas que mesmo longe, está sempre perto, do ladinho esquerdo do peito 💕.

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A   Princesa e as Ervilhas
Lulu Flor de Maio era muito bonitinha.
Tinha olhos azuis e era lourinha.
Vivia com seu pai numa linda casinha.
Era educada, ajuizada e muito boazinha.
Fazia os deveres e cuidava dos seus bichos, feliz.
Não tinha maus hábitos, nunca cutucava o nariz!
Mantinha o quarto limpinho e sempre queria ajudar.
Até que... 
                 ... um dia ervilhas seu pai quis lhe dar.
Quando Lulu viu as ervilhas no prato, arregalou os olhos, espantada, de fato.
- Queridinha – disse o pai – , prove só umazinha,  faz bem à saúde e é tão miudinha!
Lulu fugiu sem comer o jantar.
Mas papai estava determinado: faria a filha comer o prato.
Foi até a livraria comprar um livro bem legal. “A Cozinheira Desesperada – Como amar ervilhas e outros legumes”.
E começou a cozinhar usando um belo avental.
Ele faz biscoitinho, bolachas e bolinhos...
Bateu com coalhada, fez torta e torrada...
A mesa arrumada ficou uma maravilha.
Queria que sua filha comesse só uma ervilha!
Mas Lulu recusou e nem quis provar.
Suas mãos ficaram suadas.
Ela estava muito, muito enjoada.
- Meu estômago está embrulhado.
Deixe-me passar!
Vire logo esta página!
Acho que vou vomitar.
No outro dia, o doutor veiocorrendo...
- Abra a boca, Lulu, e diga “ahh!”.
E depois de examinar, disse ao pai, sem hesitar:
- Sua linda filha é alérgica a ervilha!
Bem bonita
Educada
Alérgica  a ervilhas!!!!! PRINCESA!!!!
- Posso lhe dizer com toda certeza,  a doença não tem cura! Ela é uma princesa.
O pai, espantado, não quis acreditar.
O doutor falou: - É princesa, sim, posso afirmar.
E contou uma história para comprovar...
... Era uma vez uma jovem princesa:
Perdida na neve, coitada, um castelo ela avistou.
- Deixe-me entrar – implorou – ou vou morrer congelada!
Para ter mesmo certeza que a jovem era uma princesa, a rainha pôs colchões empilhados até chegar ao telhado.
É, embaixo da pilha, mandou colocar uma ervilha.
Fez a jovem deitar até o dia raiar.
- Se a ervilha a despertar, faremos uma grande recepção.
Princesa alguma vai aguentar dormir com uma ervilha no colchão!
A noite toda a coitada passou acordada.
E, no dia seguinte, estava toda pintada.
É que toda princesa é alérgica a ervilha.
- Por favor, Alteza, posso não ser sua filha, mas peço-lhe a fineza, nunca mais me dê ervilha!
A rainha se arrependeu, e foi esta a ordem que deu.
O doutor falou: - Lulu tem de se mudar.
No palácio ela deve morar, pois uma só ervilha e pode matar.
Deixou a conta e foi embora na mesma hora.
“Conta - Muito dinheiro. Obrigado, Dr.!”
Lulu foi correndo e pai abraçar.
- Estou confusa, não sei o que pensar.
Morar em um castelo eu iria adorar, mas queria não queria ter de te deixar.
- Eu sei, minha filhinha, mas o doutor mandou.
Vem, vou ajudar você a arrumar a malinha.
E Lulu partiu sem muita alegria, prometendo ao pai uma carta por dia.
- Que ótimo! – disse a rainha.
- Uma princesa novinha!
Aqui temos muitas joias e vestidos de arrasar.
Suba ao seu novo quarto e lá tudo vai encontrar.
Vá se arrumar e se enfeitar, só não esqueça de descer quando o sino tocar.
Nada mal! Ser princesa é legal.
Ela ia começar a se acostumar.
Banhos de banheira, brinquedos legais.
Uma biblioteca inteira!
Quem pode querer mais?
Um vestido cor-de-rosa, sapatos combinando.
E, no espelho, toda prosa, ficou se admirando.
A menina travessa pôs a tiara na cabeça.
E com a TV ligada, saltava na cama, animada.
O relógio da sala bateu meio-dia.
E Lulu entrou com toda a fidalguia.
- Ah, aí está você, lindinha – falou a rainha.
- Não se preocupes, está tudo bem, queridinha.
- Sabemos que sua vida tem sido terrível!
Seu pai te dava ERVILHAS! Que coisa horrível!
Mas agora, como princesa, tudo vai mudar.
Sabe o que tem de almoço? Pode adivinhar?
Nosso cozinheiro preparou especialmente para você uma travessa bem cheia...
... de repolho ensopado!
Eca!
- Quando acabar de almoçar, você vai começar a treinar... cinquenta e quatro discursos vai ter que decorar.
Ficará três horas acenando para os fãs que estão aguardando, sempre sorrindo e cumprimentando.
“Três hora acenando?”, Lulu ficou pensando.
E potes cheios de verdura ninguém aguenta!
“Achei que aqui fosse ser feliz, mas é um pesadelo! O que foi que eu fiz?”
- Não sou uma princesa – Lulu falou com certeza.
- Para casa eu vou voltar e com meu pai quero ficar!
Ervilhas eu posso aprender a comer, se tentar...
Ela devolveu as joias, sem hesitar, e disse: - Obrigada, até mais ver!
Agora Lulu está craque em ervilhas.
Com chocolate e ketchup, ela faz maravilhas.
Come todas, sem reclamar.
Mas voltar ao castelo, nem pensar!
Fim
Cary Hart/Caryl Hart. Tradução: Gilda de Aquino

 Depois da contação, foram feitos deliciosos  mini omeletes de forno. Com apenas três ingredientes. Os alunos participaram ativamente do preparo e degustaram com prazer.
Espero que tenham gostado de mais essa sugestão de atividade!
Divirtam-se e saboreiem esses deliciosos mini omeletes.

Se gostou, curte e compartilha 👌

Beijinhos, Donamaricota
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